quarta-feira, 26 de agosto de 2009

Riquezas minerais da região em rede nacional


Na última semana a cidade de Ametista do Sul se tornou conhecida nacionalmente por uma reportagem produzida pelo programa Globo Repórter da Rede Globo onde mostrou a exploração de pedras preciosas no Brasil.
As belezas minerais encontradas na cidade já eram conhecidas em toda nossa região, além da riqueza proporcionada pela exploração da pedra ametista. O que pouca gente conhece é o trabalho que engenheiros, geólogos e arquitetos têm feito na cidade para que a beleza bruta e natural encontrada lá fosse lapidada tornando-se assim ainda mais rica para a economia da cidade e para os olhos que encantam a todos os visitantes.
A Capital Mundial da Pedra Ametista guarda na igreja da cidade um pouquinho da riqueza de cada morador e devoto de São Gabriel, padroeiro da cidade. A igreja coberta por 40 toneladas de pedras ametistas é uma construção nunca vista antes e recebeu doações em pedras dos moradores de Ametista. Além da igreja, uma pirâmide energética também atrai pelo caráter esotérico e pela energia dos cristais. Tais construções só foram possíveis graças aos estudos e dedicação de profissionais de arquitetura e engenharia civil. Segundo o arquiteto responsável pelas obras Elias Dalla Nora, as construções em Ametista do Sul tem o diferencial de buscar também o atrativo turístico. “Melhorar a cidade com estruturas como pavimentação de ruas e construção de habitações ajudam a população e as construções turísticas atraem pessoa novas para a cidade, enfim todos ganham”. Diz Dalla Nora.
Ametista do Sul não é apenas uma cidade baseada na exploração das minas. Há alguns anos profissionais de Engenharia de Minas e Geologia, trabalham com os cuidados com o meio ambiente e com a saúde dos garimpeiros que trabalham na região, para fazer com que a exploração seja consciente e não traga prejuízos para a saúde dos trabalhadores. Anderson Oliveira da Silva, Engenheiro de Minas, há três anos trabalha junto à COOGAMAI – Cooperativa dos Garimpeiros do Médio Alto Uruguai buscando alternativas para melhorar a extração da mineração e diminuir o impacto ambiental.
“Muitas modificações vêm sendo feitas nos garimpos em questão de ventilação das minas para diminuir o pó e as doenças respiratórias que tanto atingiam os garimpeiros, como a silicose. No âmbito ambiental estamos trabalhando com possibilidade de reaproveitamento do basalto que é a rocha rejeitada na extração, está sendo estudada a possibilidade de utilizar o basalto para re-mineralizar o solo para cultivos agrícolas e até mesmo para cascalhar estradas da região”. Diz o Engenheiro de Minas Anderson Oliveira da Silva.
A cooperativa dos garimpeiros conta também com os trabalhos e pesquisas do geólogo Carlos Fellemberg que faz o trabalho de pesquisa geológica nas minas. Os cuidados ambientais assim como as pesquisas geológicas da região estão mais do que nunca presentes na vida do garimpo, a antiga ideia de que apenas extrair era o suficiente foi sendo modificados pela conscientização ambiental, cuidados com a saúde e com o próprio minério, para que essa fonte de riquezas perdure por muito tempo na região.

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